Meditações para manha e para noite, de Louise L. Hay. Um bálsamo para o dia a dia.
Meditações para manha e para
noite, tem como autora Louise L. Hay e como editora a Sextante. Logo no
prefacio fica fácil perceber o objetivo da obra, pois nesse momento em que
estamos todos “tocando a vida. Tocando e não usufruindo.” Nada é mais
necessário que um momento de paz interior, alcançado através de duas meditações
guiadas para uma limpeza emocional. O livro tem apenas 19 páginas (pelo menos
na minha versão digital), mas seu conteúdo tem peso, tem poder em cada palavra.
Suas duas meditações são muito
práticas, e o discurso atinge a qualquer leitor, pois sua leitura é fácil, e
prazerosa. Acredito que seja possível terminar o livro em poucos minutos e em
qualquer lugar, a autora sugere que o livro seja consultado em qualquer momento
como uma forma de manutenção do processo meditativo. E sinceramente, se for possível
prolongar essa sensação de tranquilidade que essa leitura traz, por que não?
Na meditação
inicial a autora se coloca perto do leitor ao despertar, antes mesmo de sair da
cama. O guiando para analise dos pontos de tensão do corpo, dirigindo para um
estado de consciência que permita observar a dor e dissipa-la através da
respiração. Para então recepcionar o dia que se inicia com suas quase certezas
(os compromissos) e tudo o que ainda nos é oculto, assim como todo novo dia.
Levando
a compreensão da fluidez natural da vida, e de nossa necessidade de controle é
tola, pois qualquer tentativa de domínio sobre os processos naturais da vida e
do corpo resultariam em uma perturbação dos processos. Sendo a aceitação e a
gratidão as únicas ações possíveis de serem realizadas, bem como a manutenção
de bons pensamentos.
A
autora declara a importância da seleção de pensamentos para a construção da
vida. Pois é através do pensar que tomamos nas escolhas, e como sabemos, a vida
se resume a fazer boas escolhas, então você ainda deseja manter pensamentos
ruins?
A
oração da manhã, nada mais é do que um exercício de consciência do agora, de
seu corpo, do ambiente em que se está inserido, e de que tudo o que possui
agora já foi desejado em seus pensamentos em algum momento anterior. E que por
isso agradecer se torna vital, como forma de aceitação de suas conquistas e
abertura para novos desejos.
A obra
leva o leitor a perceber seu tamanho diminuto se comparado a grandiosidade da
vida e do universo. Sem abordagens filosóficas ou religiosas, denominando a
essa grandiosidade as vezes como mente universal, outras como Deus ou simplesmente
vida.
Já na
meditação da noite se inicia com a tomada de consciência de que tudo já está no
passado, e que por tanto é momento de se deixar partir, independe de ganhos ou
perdas. Agora é hora do desapego, é o momento para se desligar desse dia.
Nesse
momento o objetivo e fazer uma faxina mental, e preparar a mente finalizar o
dia com um pensamento que seja bom, leve, já que esse último pensamento é o que
irá conduzir o descanso e propiciará o novo dia. Para tanto a narradora sugere um
distanciamento dos noticiários e dos desastres do mundo.
Nessa
meditação há o direcionamento para o relaxamento por cada parte dos membros
partindo dos superiores, iniciando no couro cabeludo, passando pelos músculos e
órgãos da região toráxica ate chegar aos pés. Seguida da tomada de respirações
suaves, acompanhadas das percepções do pesar do corpo cansado sob a leveza de
se sentir flutuando.
As
emoções são acolhidas e liberadas. Problemas são pensamentos, e pensamentos
podem ser melhores elaborados ou dissipados. Há liberdade de escolha. Basta
acolher e aceitar.
Ter clareza sobre que o que nos
fere é o que devemos trabalhar em nós mesmos. E que em consequência desse
trabalho interior, haverá uma modificação no nosso mundo exterior. Ou seja, se
você trabalhar em você o que te incomoda no outro, como resultado dessa mudança
terá uma mudança na sua relação com essa pessoa.
A meditação da noite propõe um exercício
de retorno a infância, para uma melhor percepção e validação das emoções mais
essenciais ao desenvolvimento humano, o amor e o acolhimento. Percorrendo a
aceitação da natureza humana que é falha, limitada e carente. Ate a percepção
do amor como fonte inesgotável e multiplicadora e curativa.
O exercício inclui o reforço
positivo de aceitação de que tudo está onde deveria estar, e o que temos é o
suficiente para o agora. Se despedindo de forma calorosa, próxima e acolhedora.
Como um beijo de boa noite dado em já repousa em paz e segurança.

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